Ultimamente estamos ouvindo muito termos como lockdown, isolamento social, distanciamento social. Vamos entender o que acontece quando precisamos restringir o direito de ir e vir das pessoas para evitar situações catastróficas? E qual a situação brasileira, de uma perspectiva social e política.

Primeiramente, não iremos utilizar a expressão lockdown, por mais que seja esta a expressão utilizada por quase todos os veículos de mídia no Brasil e no mundo, entendemos que muitas pessoas ouvem/leem este termo e não conseguem compreender o que significa. Portanto, vamos utilizar o termo confinamento, afinal é isso que lockdown significa, a restrição do direito de ir e vir das pessoas.

Creio que a esta altura todos estão cientes do que uma quarentena significa, mas relembrando: quarentena é uma forma de separar e restringir pessoas que tenham sido expostas a uma doença para ver se essas pessoas também foram infectadas e ficarão doentes. Esta prática é muito comum em casos de doenças infecciosas e com alto nível de contágio, como o COVID-19, varíola, ebola, etc.

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O isolamento social é um pedido dos governos para que certas atividades do comércio e para que aglomerações de pessoas não ocorram, e se ocorrerem devem obedecer a parâmetros de segurança e de saúde. É o que várias cidades brasileiras e do mundo fazem, porém, essa medida pode acabar não sendo eficaz em conter a disseminação de um vírus, por exemplo. E em casos onde o isolamento social não é mais viável se torna necessário que os governos intervenham na sociedade e confinem as pessoas.

E é neste ponto que chegamos no confinamento (lockdown ou shutdown), significando a restrição do direito das pessoas de ir e virem numa cidade, região ou país. Segundo a definição do Jornal Time Now News, no confinamento de prisioneiros nas suas celas, é feito geralmente para retomar o controle durante uma confusão. No âmbito estatal, o confinamento é um estado de isolamento ou restrição de acesso instituído como uma medida de segurança.

Número de mortes evitadas com o confinamento

O que muito se discute é sobre como funciona períodos de confinamento e como será quando ocorrer no Brasil. Bom, não temos uma legislação específica que fale sobre confinamento, inclusive é difícil até encontrar uma definição específica para lockdown do tipo que muitos lugares do mundo experienciam. Portanto, podemos somente observar os confinamentos que foram postos em prática.

Na Itália, Alemanha e diversos outros países do mundo, uma vez que o confinamento é instituído pelo governo as pessoas passam a serem impedidas de saírem de suas residências sem uma justificativa plausível. Esta justificativa plausível na maioria dos casos se resume a:

  1. motivos médicos, significando ida ao hospital por causa de alguma situação urgente de saúde (como sintomas graves do COVID-19, ou trabalho de parto, etc).
  2. compras (supermercado, farmácia e lojas de suprimentos).
  3. saída entre 10-30 min para tomar um ar.
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As ordens dos países conforme a imagem acima varia, lembrando que as regras do confinamento são definidas por cada Estado, não há nenhuma convenção ou Tratado Internacional sobre o assunto, portanto os Estados podem definir e alterar sempre que acharem necessário. Em diversas partes do mundo a fiscalização se dá através de uma autorização expressa do governo, ou seja, o cidadão que precisa sair de casa por um destes motivos deve estar portando consigo um documento oficial explicando qual o motivo da sua saída e tendo a autorização do governo, caso um cidadão seja pego “furando” o confinamento as penas variam de uma multa até prisão.

Essa não é uma medida muito extrema?

Sim e não. Vamos entender a situação do mundo. Temos um vírus circulando que não possui cura, não possui tratamento, não possui vacinas. A princípio é um vírus com baixa letalidade M-A-S, mesmo com baixa letalidade (o que ainda não temos uma resposta definitiva pois a pandemia ainda está em curso, portanto essa letalidade muda todos os dias) o índice de disseminação/contágio da doença é alto, muito alto.

Então, sim o confinamento é uma medida extrema, porém necessária nos casos aplicados. Num estado de confinamento em um país com um sistema de saúde organizado e muito bem estruturado, quando se toma uma medida dessas, significa que o sistema de saúde não está conseguindo absorver a quantidade de casos, portanto, se confina a população até o ponto que o sistema de saúde consiga se reestruturar para receber novos casos da doença, assim, acabando o confinamento. Diversos países manejam a situação de confinamento de forma exemplar, fazendo com que os sistemas de saúde consigam tratar TODOS os doentes, e aqui um adendo, não somente pelo COVID-19.

O que ocorre em um país com o sistema de saúde desorganizado? Com um presidente que se recusa a entender a gravidade da situação?

É uma pergunta complicada, pode ser que a medida de confinamento dure mais tempo do que nos outros países, ou até que o Governo demore tempo demais para ver que o confinamento é a única forma de reestruturar a estrutura de saúde para que consigam voltar a reabrir e a relaxar o isolamento.

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E a situação brasileira?

O que ocorre no Brasil é uma falta de noção, é uma falta de preparo de como saber governar. SIM, todos sabemos que o chefe da Nação brasileira não consegue nem ser o seu próprio chefe, então ele faz de uma PANDEMIA MUNDIAL, uma briga política, uma briga comunista ou sei lá o que seja. Quando a hora é de sentar e conversar com os especialistas, ver como os demais países do mundo estão agindo, pegar os exemplos que funcionam e descartar os inúteis. SIMPLES, certo? Não, para o querido presidente da República, o correto é incentivar aglomerações em prol de atos ANTI-democráticos, continuar dizendo que COVID-19 é uma “gripezinha”, deixar seus profissionais da linha de frente serem espancados por seus “fãs”, morrerem contaminados tudo isso enquanto o país está quase colapsando.

É triste termos um Presidente que não sabe o que é ser um Presidente. O Brasil é um país gigantesco, que tem muitas diferentes realidades, e que requer uma atenção especial pois as consequências da desigualdade social estão sendo vistas e sofridas agora. A situação brasileira é peculiar, não temos um regime político estável, não temos um sistema de saúde bem estruturado, não temos um presidente qualificado e disposto a governar eficaz o país.

O que temos, uma previsão de 1.029.000 óbitos pela COVID-19, o confinamento, o isolamento social diluiria/parcelaria esses óbitos ao longo do tempo, para que esse um milhão de pessoas não morra por falta de atendimento, se você quiser saber mais sobre a questão de comportamento do vírus, previsões através de análises e relatórios indico o canal do Átila e o canal do Dr. Mikhail Varshavski para que você escute dos especialistas.

Este é um post para entendermos o que é o isolamento, confinamento e como funcionou esse confinamento em outros países, comentando um pouco sobre a situação brasileira. Que fique claro que não estamos tentando propor soluções, porque não somos especialistas no assunto. Nosso papel aqui é expor a situação, e de informar que todos precisamos fazer a nossa parte como partes da sociedade.

Qual é o papel da população nesse cenário?

Não só nesse cenário mas SEMPRE, o nosso papel como cidadãos, como população é cobrar que o poder público, ou seja, os governantes ajam como tal. Que eles governem, que eles criem leis, executem essas leis e que cuidem de nós como população. Porque NÓS, o povo, votamos para que eles estejam no poder e que governem a nosso favor. Agora é a hora para os brasileiros aprenderem que não é chato falar de política, que não é coisa de outro mundo. É nosso DEVER, é o nosso dia a dia, é a nossa realidade. Não falar sobre a nossa realidade política é ser conivente com os absurdos que ocorrem todos os dias, você tem certeza que quer ser conivente com o atual governo?

Nós escolhemos uma democracia, e segundo uma democracia o poder está nas mãos do povo, é dever do povo fiscalizar que os governantes que colocaram no poder estão exercendo suas funções da melhor forma, e é o papel dos governantes exercerem as suas funções em prol da Nação e não em prol de seus filhos, amigos, e sim de toda a população daquele país.

É o papel do povo cobrar atitudes dos governantes! Link imagem aqui.

E uma notícia ruim, como escolhemos uma democracia temos tantos direitos como deveres, e se você não está contente com isso, sinto muito, mas é a nossa realidade então se adapte, ou se mude para outro lugar no qual o regime não seja democrático e que o governo decida como você pode se vestir, agir, pensar, falar.

Nos vemos no próximo post. Até breve!

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Escrito por

Katlen Carvalho | Intolerâncias Internacionais

Internacionalista apaixonada por segurança internacional, inteligência e cenários estratégicos que não come carne, glúten ou lactose.