Dicas para amenizar os sintomas do glúten e da lactose

Voltando com a nossa programação do II, hoje vou passar algumas dicas que me ajudam a aliviar um pouco os sintomas de mal estar quando consumo glúten ou lactose por contaminação cruzada.

A contaminação cruzada é algo que nós intolerantes precisamos tomar bastante cuidado, pois podemos acabar passando muito mal por causa de um pequeno deslize. Mas afinal, o que o consumo de glúten e de lactose podem causar a um intolerante/celíaco?

GLÚTEN

O Glúten é uma proteína amorfa composta pela mistura de cadeias proteicas longas de gliadina e glutenina, é encontrado na mistura destas proteínas que fazem parte da semente de muitos cereais como trigo, cevada, centeio, aveia. Estes cereais são compostos por cerca de 40-70% de amido, 1-5% de lipídios, e 7-15% de proteínas (gliadina,glutenina, albumina e globulina). 

Segundo a ACELPAR (Associação dos Celíacos do Brasil – Paraná), a doença celíaca é uma doença autoimune (sem cura), que afeta o intestino delgado que interfere diretamente na absorção de nutrientes fundamentais ao organismo como gorduras, proteínas, vitaminas, sais minerais. É caracterizada por uma intolerância permanente ao glúten em pessoas que são predispostas geneticamente. E por ser uma doença autoimune o único tratamento é a isenção do glúten da dieta por toda a vida. Pode aparecer em qualquer idade.

Os sintomas são diversos: diarreia crônica, anemia ferropriva não curável, emagrecimento, falta de apetite, distensão abdominal (barriga incha), vômitos, dor abdominal, osteoporose, esterilidade, abortos de repetição, endometriose, glúteos atrofiados, apatia, desnutrição aguda, irritabilidade, fadiga, baixo ganho de peso e estatura, prisão de ventre, constipação, manchas e alteração do esmalte do dente, entre outros. Porém pode não ter sintoma nenhum.

Em todos os casos o recomendado é fazer diversos exames que constatam ou não a doença celíaca, vale ressaltar que, os exames não são suficientes para um diagnóstico. O diagnóstico deverá ser confirmado por biópsia do intestino delgado com no mínimo a coleta de três fragmentos.

Independente do seu grau de intolerância ao glúten, é necessário tomar cuidado com a contaminação dos alimentos, pois sabe-se que, mesmo traços do glúten, podem desencadear os sintomas.

 

LACTOSE

A lactose é o açúcar que contém no leite e derivados e a intolerância a lactose se dá pela incapacidade (total ou parcial) do organismo de ingerir este açúcar. A intolerância ocorre quando o corpo não produz ou produz em uma quantidade insuficiente a enzima chamada de lactase (responsável pela quebra do açúcar, a lactose). Por causa da quantidade insuficiente de lactase no organismo a substância chega ao intestino grosso inalterada, onde se acumula é acaba fragmentada por bactérias que fabricam ácido lático e gases, promovendo maior retenção de líquido, diarreias e cólicas.

Segundo o Portal Dráuzio Varella, 70% dos brasileiros apresentam algum grau de intolerância à lactose, que pode ser leve, moderado ou grave, segundo o tipo de deficiência apresentada. Os sintomas variam distensão abdominal, cólicas, diarreia, flatulência (excesso de gases), náuseas, ardor anal e assaduras, estes dois últimos provocados pela presença de fezes mais ácidas. Crianças e bebês portadores do distúrbio, em geral, perdem peso e crescem mais lentamente.

O diagnóstico pode ser feito através de três testes: o teste de intolerância à lactose, teste de hidrogênio na respiração e teste de acidez nas fezes.

A intolerância a lactose não é uma doença, é uma carência do organismo que pode ser controlada pela dieta e medicamentos (enzima lactase). Vale lembrar que muitos médicos tentam reinserir a lactose aos poucos na dieta por alegar a necessidade do organismo de absorver cálcio e vitamina D. Porém, essa reinserção não é necessária, pelas inúmeras quantidades de leites vegetais e opções que não envolvem derivados animais.

Após discutirmos sobre a doença celíaca e a intolerância a lactose vamos as minhas dicas para amenizar os sintomas ao consumo destes itens. Vale lembrar que são itens que funcionam para o meu organismo, pode não funcionar da mesma forma para o seu.

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Flor de Hibiscus.
  1. Chá de Hibisco – o chá de hibisco é um diurético natural, tem um gosto forte mas ajuda bastante a aliviar aquela sensação de barriga inchada, alergia facial e mal estar.
  2. Chá de hortelã/camomila/melissa – estes chás calmantes tendem a ser uma alternativa boa pois ajudam a acalmar o organismo pela ingestão de glúten.
  3. Cuidar com a escolha dos produtos, ler os rótulos. Esta é a principal forma de evitar a ingestão acidental destes itens, nunca deixe de conferir, mesmo que seja de uma marca que você já consome, é melhor prevenir do que acabar passando mal.
  4. Peça sempre quando for comer em um local se é livre para celíacos e intolerantes a lactose, se for peça quais os procedimentos que eles fazem para evitar a contaminação cruzada.
  5. Se você desconfia que os alimentos não são isentos de glúten e lactose, não os consuma. Há diversos lugares livres para celíacos e intolerantes que são 100% seguros e gostosos.
  6. Quando for comer em um lugar que você não sabe sobre a procedência dos alimentos, leve a sua marmita ou coma antes de ir. É a minha técnica quando vou para algum local e não tenho certeza que há opções para a minha pessoa.

Sei que muitas dessas informações são repetitivas porém é sempre bom termos um maior cuidado, afinal é a nossa saúde que está em jogo.

Espero que tenha sido útil! Comente se você tem alguma outra dica ou sugestão!

Até o próximo post!

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